Montagem e Edição: Eloísa Pompermayer - Blog Jovem Literário Plágio é crime! Olá Jovens  Literários, tudoo bem com vocês? Espero que ...

Montagem e Edição: Eloísa Pompermayer - Blog Jovem Literário
Plágio é crime!

Olá Jovens  Literários, tudoo bem com vocês? Espero que esteja tudo ótimo, ainda mais neste dia maravilhoso que teremos conosco a companhia da escritora Ludmila Clio, autora do livro Sem Filtro Na Veia em parceria com a fotógrafa mega talentosa, Natássya Carvalho. Então vamos começar a entrevista com essa poeta exímia? 

JOVEM LITERÁRIO (JL):     Primeiramente Ludmila eu e o Blog Jovem Literário gostaríamos de lhe agradecer por aceitar nosso convite para a entrevista e para a parceria, é sempre ótimo termos contato com escritores brasileiros talentosos e criativos!
LUDMILA CLIO (LC): Receber um convite desse é encorajador. Verdade é que poucos sentem a poesia, poucos a buscam. Não faz parte da cultura brasileira a leitura, infelizmente. Ter um espaço desse para falar desse universo poético é maravilhoso. Estou agradecida e estarei sempre à disposição, em prol da arte!

JL:
     É uma honra poder realizar esta entrevista contigo, ainda mais a algum tempinho antes do lançamento de Febríssima, o seu próximo livro e para começar essa entrevista a primeira pergunta que me intriga muito é saber quando e como você começou a escrever poemas, você poderia compartilhar um pouquinho do  início de toda essa vida poética?
LC:  Minha primeira poesia oficial, fiz com 10 anos, na escola. Sempre amei estudar a língua portuguesa e me dedicava muito às redações, desde pequena. Depois dessa poesia, dos meus 10 anos, não escrevi nenhuma até meus 17, não que eu me lembre. Nesse intervalo me apaixonei profundamente pela escrita, mas nunca imaginei que a brincadeira chegaria tão longe. Levava a sério as redações da escola, cheguei a escrever um ou dois textos para um jornal da minha cidade. A poesia mesmo chegou num momento muito ruim em que eu precisava colocar pra fora os maus sentimentos e não sei de onde veio, nem como, simplesmente escrevi e me senti bem. Desde então comecei a prestar mais atenção às palavras, às situações, às possibilidades de transformar tudo em poesia. 


JL:  Fantástico! E você prefere escrever que tipo de poemas? Líricos, narrativos ou dramáticos?

LC:    Não sei! Não sei a que escola pertenço, se é que pertenço a alguma. Já fiz poesias de crítica social, de sentimentos, de faltas. Eu sempre escrevo o que estou vivendo e sentindo ou o que estão vivendo e sentindo. Já aconteceu de alguém desabafar comigo e eu pegar aquela dor pra mim. A regra é sentir. Daí pra frente, não faço ideia. 

JL:     Quando e como decidiu que iria lançar seus poemas em um livro? E o que te motivou?
LC:    Não decidi, me “obrigaram”! Brincadeiras à parte, nunca imaginei publicar um livro. Sempre achei isso um bicho de sete cabeças, sempre pensei que não daria pra mim essa coisa de escrever livros. Em 2004 eu participei de um concurso nacional, a contragosto, eu só participei para provar para as pessoas que me incentivaram que não daria em nada. Para minha surpresa, eu venci o concurso. A repercussão na minha cidade foi um pouco assustadora para mim, no bom sentido. Daí pra frente, quem já conhecia meus escritos (pouquíssimas pessoas) começaram a insistir que eu criasse um blog, pensasse em um livro e tal. As coisas foram fluindo dessa forma. Em 2008 criei o Copo de Letras, meu blog, e em 2012 lancei meu primeiro livro, Sem Filtro na Veia, pela Lei Rubem Braga, uma lei de incentivo cultural, de Cachoeiro de Itapemirim – ES, minha cidade natal.

JL:      Quais foram as primeiras pessoas a saber, que você estava para lançar o livro Sem Filtro na Veia ? Como elas reagiram? Elas te incentivaram?
LC:   As mesmas pessoas que insistiram lá atrás. Professores, ex professores, amigos. Os mais chegados. Todos, de certa forma, esperavam por isso. Acho que menos eu!


JL:      Como foi a escolha do nome e da capa de Sem Filtro Na Veia?

LC:    “Sem Filtro na Veia” é uma frase da música “Na Veia”, dos Engenheiros. O projeto do livro já existia, mas o nome, não. A princípio se chamaria “Intensidade” (que eu considerava e continuo considerando péssimo!), mas eu queria algo que soasse intenso, concreto, avassalador, visceral, nauseante. 

Numa tarde eu estava em casa, ouvindo pela bilionésima vez um CD dos Engenheiros e quando eu ouvi o Gessinger repetindo “Sem Filtro na Veia”, eu tive uma epifania. Foi como se eu estivesse ouvindo essa expressão pela primeira vez. Parei a música, repeti mais umas 80 vezes e depois fiquei falando, em voz alta “Sem Filtro na Veia, Sem Filtro na Veia”, pra sentir a sonoridade e o impacto dessa expressão. Fiquei apaixonada e ali batizei meu livro!

A foto da capa foi uma sacada brilhante da Natássya Carvalho, minha amiga e fotógrafa, que arrasou no livro com seu talento. Eu estava voltando pra casa pra almoçar e ela me ligou e disse: “Lud, tive uma ideia pra capa, mas não sei se você vai curtir. Pensei em algo impactante e completamente feminino. O que você acha da gente fotografar os seios de uma mulher?” e ela me explicou exatamente o que a gente fez depois. No momento da ligação, eu estava na rua e comecei a gritar, toda empolgada, coisa de gente doida! Mas é assim mesmo a reação das coisas que a arte traz pra mim. Eu perco o sono, o apetite, eu grito na rua... enfim, foi ideia da Natássya e eu vou agradecê-la até morrer por ter tido essa ideia maravilhosa!




JL:    Como foi que ocorreu a união dos seus poemas e das fotografias da Natássya Carvalho?
LC:  Como eu disse, a Natássya é minha amiga. Nós já nos conhecíamos bem antes do livro acontecer. E ela é fotógrafa. E tem uma interpretação muito linda das imagens, eu adorava as fotos e as legendas que ela postava no Orkut. Sempre com um tom muito poético. Quando o livro começou a se tornar um assunto mais sério na minha vida, eu pensei que se ele realmente acontecesse, eu queria que tivessem fotografias nele porque eu acho muito frio um livro de poesia só com as poesias. Acredito que poesia e fotografia andam juntas, pelo menos as minhas, já que as minhas poesias são muito visuais. Eu não viajo naquela onda de subjetividade extrema, as poesias que eu batizei de “poesia LSD”, que são aquelas que são um amontoado de palavras lindas, mas que pra mim não fazem sentido. Isso não é uma crítica, ao contrário, eu exponho aqui a minha limitação em compreendê-las. 

Eu gosto de ler e acabo escrevendo poesias que sugerem cenas, cheiros, cores, músicas, tudo muito imaginável, quase que palpável. E isso dá espaço para imagens. Então quando o Sem Filtro na Veia deixou de ser sonho para ser projeto, convidei a Natássya. Não poderia ser outra pessoa, adoro a sensibilidade visual dela.

JL:     Você poderia falar um pouco sobre o livro Sem Filtro na Veia para nós?
LC:   Ah, é um livro que embora tenha sido lançado aos meus 31 anos de idade, acolhe minhas primeiras poesias, desde os 17, 18 anos. Então é um livro de sentimentos mais crus, talvez. Mais inexperientes, mais secos, porém não menos intensos. Até hoje releio certas poesias nele e digo “Não acredito que publiquei isso!”. Mas isso vai acontecer sempre, eu acho, porque a sensação de ser lida é a mesma de ser exposta, nua, sob holofotes. É tudo muito pessoal. Ali tem minha pele, minha carne, meu sangue. E esteticamente falando, eu gosto muito, acho que ficou lindo.

JL:     Em seus próximos livros você pensa em adicionar fotografias?
LC:    Eu adoraria, queria que isso fosse uma marca, mas infelizmente quem manda é a editora, pelo menos nesse próximo, o “Febríssima”, não haverá fotografias. Mas já consegui outra coisa boa, logo vou poder contar!


JL:     O que te inspira a escrever?

LC:    Tudo. Há dias em que eu estou mais fértil e até telejornal me inspira. Uma palavra pode cair como uma semente na terra e brotar. Por outro lado, há dias em que estou estéril e posso ouvir as músicas mais lindas, ler as poesias mais tocantes, que nada, nada acontece. São períodos. Nos períodos férteis, eu nem durmo direito. Às vezes estou deitada pra dormir e a poesia vem pronta, tenho que me levantar correndo e prendê-la no papel (sim, computador é o último estágio, sempre). Quando estou fértil de ideias, não sinto fome, fico sempre ansiosa em escrever, escrever sem parar. Qualquer coisa pode virar tema. 
No entanto, há também os hiatos. O tenebroso silêncio. É querer arrancar leite de pedra, simplesmente não vem. Nesses períodos eu nem amo a vida, fica tudo muito sem graça, tudo no automático. Eu vivo porque escrevo. Sempre morro de medo desse período seco não passar. Mas graças a Deus, até hoje, sempre passou.


JL:   Quais são suas metas e expectativas com o lançamento de seu próximo livro, o Febríssima?

LC:     Bem, eu já estou muito feliz porque a matriz da Editora Chiado fica em Portugal, de modo que o Febríssima será lançado no Brasil e simultaneamente lá (onde, “por acaso”, minha mãe mora há quase dez anos). Uma das cláusulas do contrato diz que se atingirmos em um ano a meta de 3.000 exemplares vendidos, Febríssima será publicado em espanhol na Espanha, e em inglês nos EUA, Inglaterra e Irlanda. Desde que li isso, isso se tornou minha maior meta e expectativa. Será indizível levar minha poesia para outros países, em outros idiomas. 

JL:     Você poderia falar um pouco sobre o que podemos esperar do livro Febríssima?
LC:    Acredito que o Febríssima seja um livro mais maduro tanto no sentimento quanto na estrutura da escrita. Mas não posso dizer que será mais denso e mais intenso que o Sem Filtro na Veia, porque como eu disse, essa intensidade eu carrego desde sempre, não acredito que ela aumente (tanto) com o passar dos anos. Se isso acontecer, em breve não aguentarei mais ser eu mesma, rs.

JL:    Em Febríssima também terá fotografias?
LC:   Não, infelizmente por questões contratuais, não. Mas se tivesse, seriam da Natássya outra vez. Já tínhamos conversado acerca disso. Futuramente, quem sabe...

JL:    Está entrevista foi fantástica, amei este bate-papo e com certeza os Jovens Literários também,mas chegamos ao fim da entrevista e quero lhe agradecer Ludmila pela sua atenção, carinho, resposta e prontidão imediata em participar desta entrevista com o Jovem Literário, desejo a você muito sucesso com seu novo livro, o Febríssima que venho acompanhando e sei o quanto ele e você são maravilhosos, tenho certeza que o lançamento será um sucesso e tenho muito orgulho em poder ter a sua felicidade com o blog compartilhada... Que venha o lançamento!!!
LC:   Eu agradeço imensamente pelo convite. Acho que nunca vou lidar com isso de forma natural. Estranho as pessoas darem depoimentos sobre o que sentiram quando leram alguma coisa que escrevi e tal. Estranho o tratamento, às vezes sinto certo distanciamento, como se eu fosse diferenciada, especial, porque escrevo. Não me sinto assim. E acho isso bom. Prefiro estranhar essas situações, que me confortam a alma, a me sentir um ser iluminado e superior. Nada disso. Apenas escrevo, falo do que sinto, de como percebo o mundo, as pessoas. Sei que não é todo mundo que consegue traduzir seus sentimentos em palavras, então me sinto feliz por falar dos meus sentimentos e acabar esbarrando em tantas almas e corações por esse mundo afora! A poesia está no ar o tempo todo, até no silêncio. É maravilhoso enxergá-la. Quem lê uma poesia e se encontra nela é tão poeta quanto eu, que a escrevo.

E então Jovens Litérarios, gostaram da entrevista? Deixe seu comentário, eu e a Ludmila adoraríamos lê-lo! Vocês tem alguma pergunta que gostariam de fazer? Então  deixe abaixo ou mande no e-mail do Blog: jovemliterario@outlook.com que iremos passar a Ludmila e lhes passar a resposta! hehe

E não deixem de adquirir seu exemplar de Febríssima já na pré-venda por R$ 30,00 (incluso o frete) ou de Sem Filtro Na Veia, basta entrar em contato com a escritora na fan page Copo de Letras!


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