Segundo a Revista Veja a 'febre' de livro para colorir que está alcançando a maioria dos adultos esgota lápis de cor e faz com ...


Segundo a Revista Veja a 'febre' de livro para colorir que está alcançando a maioria dos adultos esgota lápis de cor e faz com que Faber Castell operar em três turnos no Brasil, confira a notícia completa abaixo:

"Os jogos virtuais do Facebook andam perdendo a vez para os livros de colorir entre os vícios dos jovens e adultos brasileiros. Mas, enquanto não há limites para o número de fases do Candy Crush - na verdade, há, são 530, mas os desenvolvedores vivem criando novas fases para não perder jogadores - o mundo físico apresenta alguns gargalos para a nova febre: não há lápis de cor suficiente para suprir a demanda dos ávidos compradores de livros.

O produto, que costuma ser lembrado somente na lista de compras de material escolar infantil no início do ano, viu suas vendas se multiplicarem por cinco em abril, segundo a maior fabricante de lápis do país, a Faber Castell. Nas grandes redes de varejo, o produto é considerado "o novo tomate" - já há piadas circulando na Internet que comparam os lápis ao vegetal que esteve em falta em meados de 2013 e cujo preço disparou nas gôndolas do supermercado. A fábrica da empresa, que costumava operar em dois turnos, teve de inaugurar um terceiro, noturno, para suprir a demanda dos varejistas. A julgar pela alta movimentação no varejo, a iniciativa não foi suficiente."

"No último domingo, a estudante de direito Stephaine Romero Moraes, 20 anos, foi à Livraria Saraiva no shopping Higienópolis, em São Paulo, para adquirir o famigerado livro. Como já não havia O Jardim Secreto - o primeiro título do gênero lançado pela editora Sextante -, a jovem comprou a Floresta Encantada, que surgiu depois da febre. Stephaine pediu também um estojo de lápis de cor - aparato que não comprava desde a infância - e, para a sua surpresa, não havia nenhum na loja. No estande da Faber Castell, no mesmo shopping, os lápis também estavam esgotados. "Não havia sequer a linha profissional, que é mais cara", disse.

A forte demanda elevou os preços do produto e aumentou a procura por modelos que até então não tinham giro. Segundo a Faber Castell, esgotaram-se no país os estojos da linha premium com lápis de 60 e 120 cores diferentes, que custam 472 reais e 945 reais, respectivamente. A mercadoria, que é fabricada na Alemanha, já foi encomendada e deve chegar no Brasil em dez dias.

Lançado no Brasil em novembro de 2014, O Jardim Secreto já vendeu mais de 300.000 exemplares. Para se ter ideia, com 30.000 cópias comercializadas, o livro já é considerado um bestseller. A obra traz ilustrações delirantes e minuciosas de plantas, árvores e animais. Com o boom de vendas, outras editoras se movimentaram para abocanhar o filão antes que a febre acabe. Em abril, mais de 70 novos títulos foram lançados, entre eles um específico para o dias das mães e outro restrito ao público adulto. Segundo o ranking da Nielsen, O Jardim Secreto desbancou o Filia, do Padre Marcelo Rossi, que ficou por meses no topo da lista de mais comprados. O instituto ainda calculou que a chegada do livro aumentou em 1.010% a venda do gênero de colorir no início deste ano.

Para aproveitar a onda, as livrarias colocaram os títulos nas estantes mais visíveis das lojas e, ao lado delas, os estojos de lápis. Nas lojas virtuais, a estratégia é mais escancarada: basta clicar no título à venda que embaixo já surge infinitas ofertas de lápis de cor. Deu certo. A Saraiva, que responde por uma das maiores fatias do mercado de livros no país, teve uma alta de 260% nas vendas de artigos de papelaria nos últimos dois meses ante o mesmo período do ano passado. "Um aumento atípico para esse período, que pode ser explicado pela venda aquecida dos livros para colorir", disse o vice-presidente de Varejo da Saraiva, Marcelo Ubriaco.

Já a Fnac registrou um incremento de 1.000% nas vendas de lápis de cor nos três primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Para o diretor comercial da loja, Leandro Cançado, a proporção de vendas entre o lápis de cor e o livro é de praticamente um para um. "Os livros para colorir já correspondem a cerca de 15% dos livros vendidos nas lojas", diz.

A maior varejista do segmento de papelaria, a Kalunga, teve um acréscimo de 135% na demanda por lápis de cor em abril. O gerente de compras da loja, Emerson Gamarra, ainda apontou a alta na venda de outros produtos relacionados ao fenômeno editorial. "A procura por apontadores e canetas hidrográficas também teve alta de 60% e 150%, respectivamente", afirmou.

As redes sociais foram os grandes propulsores da febre - tornando a compra do livro uma espécie de viral. O especialista em marketing Paulo Crepaldi, da consultoria ING Marketing & Traning, condiciona o sucesso do livro a dois fatores. "Primeiro, porque ele remete à infância. É uma espécie de máquina do tempo. E segundo, pelo ato da co-criação. Ou seja, ele permite com que as pessoas façam algo maior, como completar uma obra-prima", avalia.

Como toda febre tem um fim - os viciados em Candy Crush que o digam - , a questão que se levanta agora é se as vendas dos livros continuarão altas e, por consequência, também as de lápis de cor. O vice-presidente da Saraiva faz uma previsão otimista: "As editoras estão atentas e já estão lançando diversos títulos do gênero, o que deve manter o mercado aquecido". Especialistas do mercado editorial, no entanto, não compartilham da mesma opinião. Para Ismael Sousa, da Nielsen, o fenômeno é "passageiro". "Não sei dizer se já atingimos o cume. Mas a tendência é que, assim como outros fenômenos, como o de livros-roteiros e o dos blogueiros, essa moda passe".
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/gargalo-nas-artes-febre-de-livro-para-colorir-esgota-lapis-de-cor/


Você pode gostar

Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Bom dia, cara Eloísa. Seus informes são interessantes e seu espaço é bonito. Quanto ao livro pra colorir, há 2 anos eu tinha visto no programa Observatório da Imprensa que se o livro quisesse sobreviver à onda virtual, teria de constantemente se reinventar e tornar-se ele mesmo uma obra de arte em seu acabamento. Agora, papo de escritor para escritora. Nossa inteligência, Eloísa, pode até causar admiração, mas o que conquista e marca o público é o afeto. Como escritora -- e falo aqui da experiência de g+ -- eu lhe sinto distante, fria, como uma autômata postando e marcando mecanicamente sem se relacionar com as pessoas, sem saudá-las no g+, sem dá-las mimos afetuosos. Não seria essa a razão de seus posts não terem comentário ou "+1"? Os leitores querem mais que uma entidade abstrata divulgadora; querem uma pessoa que se importe com elas, que assinale as suas existências, que as homenageie, que lhes dedique um "bom dia" fora da postagem. Querem ser queridas antes de lhe querer. Desculpe-me a franqueza. Não tome isso como crítica destrutiva, mas como uma orientação edificante, se um dia pretende ser escritora. Saudações

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Wagner!
      Então, eu entendo o seu ponto de vista, e acredito que realmente seria ótimo se conseguisse dedicar mais tempo aos leitores! Prometo tentar melhorar esse aspecto... Mas também gostaria de 'justificar' o meu lado, pois é complicado buscar notícias, principalmente quando se trata de literatura, como eu faço resenhas também dedico muito tempo a leitura e o Blog tem muitas redes sociais por isso dedico meu tempo a responder os comentários! Como divulgo em grupos de blogueiros do google+, nem sempre lembro de colocar algo do tipo (não me entenda mal, é que as vezes é falta de tato mesmo rsrsrs) então normalmente eu não paro muito para escrever quando posto em grupos, tenho mais interação nos grupos do face(porque quase sempre estou on), no instagram(que foi onde o Jovem Literário começou e onde tenho e tive muito apoio) e assim por adiante... Creio que o problema e ser blogueira é poder conciliar o blog a família, amigos, estudos e trabalho, mas é claro entendi o que quis dizer e tentarei ser ainda mais atenciosa!
      Abraços e obrigada pelo toque (Sempre é bom entender e compreender os leitores ;) )

      Excluir
  2. Bom dia, cara Eloísa. Seus informes são interessantes e seu espaço é bonito. Quanto ao livro pra colorir, há 2 anos eu tinha visto no programa Observatório da Imprensa que se o livro quisesse sobreviver à onda virtual, teria de constantemente se reinventar e tornar-se ele mesmo uma obra de arte em seu acabamento. Agora, papo de escritor para escritora. Nossa inteligência, Eloísa, pode até causar admiração, mas o que conquista e marca o público é o afeto. Como escritora -- e falo aqui da experiência de g+ -- eu lhe sinto distante, fria, como uma autômata postando e marcando mecanicamente sem se relacionar com as pessoas, sem saudá-las no g+, sem dá-las mimos afetuosos. Não seria essa a razão de seus posts não terem comentário ou "+1"? Os leitores querem mais que uma entidade abstrata divulgadora; querem uma pessoa que se importe com elas, que assinale as suas existências, que as homenageie, que lhes dedique um "bom dia" fora da postagem. Querem ser queridas antes de lhe querer. Desculpe-me a franqueza. Não tome isso como crítica destrutiva, mas como uma orientação edificante, se um dia pretende ser escritora. Saudações

    ResponderExcluir