1 – Escolha um tema apropriado: O Selo Jovem não publica livros religiosos, científicos, pedagógicos nem teses acadêmicas em geral. Pr...


1 – Escolha um tema apropriado: O Selo Jovem não publica livros religiosos, científicos, pedagógicos nem teses acadêmicas em geral. Procuramos boas histórias, bem contadas, tocantes, com um texto simples, mas elegante. Preferimos romances românticos, psicológicos ou de aventura que peguem o leitor pela mão e o levem até o final. E deixem nele a sensação de que não perdeu seu tempo, se divertiu, aprendeu outras formas de ver a vida, enfim, se enriqueceu com a leitura.

2 – Planeje sua história: Por mais que personagens possam ganhar vida própria, planeje sua história. Pense em um bom começo, um ótimo meio e um final marcante. Se ela se passa em lugares reais, pesquise bem nomes, endereços, datas, locais e costumes. Se é uma obra regional, estude o linguajar das pessoas. Os leitores é que podem ser pegos de surpresa, não o(a) escritor(a).

3 – Cuidado com o tamanho: Se for muito curto, nem será um livro; no máximo, um folheto. Se for comprido demais, acima de 400 páginas, por exemplo, terá mais dificuldades de comercialização. Portanto, tente manter sua história no limite entre 300 mil e 400 mil caracteres com espaços, principalmente se você é um(a) autor(a) estreante.

4 – Qual é seu objetivo? Para quem você quer escrever?: Para você mesmo e seus amigos, ou para muitas pessoas, a ponto de se tornar um(a) escritor(a) de sucesso? Se sua intenção é se tornar um escritor profissional, então não despreze as leis do mercado literário. Priorize em seus livros temas de interesse geral. Por exemplo: se quer escrever para jovens, fale sobre assuntos que os interessam e numa linguagem que eles entendam.

5 – Não se esqueça: somos brasileiros: Sabemos que os conflitos humanos são universais e afligem pessoas de todos os continentes. No entanto, a literatura é uma das formas mais eficientes de se divulgar e consolidar a cultura de um país e de um povo. O selo Jovem da Editora Novo Conceito prioriza livros cujas histórias se passam no Brasil, ou cujos personagens são brasileiros. É uma maneira de divulgar e valorizar nossos costumes, nosso modo de ser. Todos os temas, mesmo os de origem estrangeira – anjos, bruxos, vampiros, lobisomens, seitas, magias… – podem ser adaptados ao nosso país. Já pensou nisso? E quando você fala de uma realidade que todos conhecem, a história se torna mais verossímil.

6 – Escrever bem é essencial: Assim como não basta escrever bem e criar uma história ruim, não é suficiente imaginar uma história maravilhosa e escrever mal. A base de um bom texto repousa na clareza, objetividade, palavras simples e concretas, parágrafos curtos e alguma elegância. Não é algo que se adquira da noite para o dia. É preciso cultivar o hábito diário de se ler (de preferência bons autores) e escrever (mesmo em diários, blogs ou em redes sociais da internet). Você não escova os dentes todos os dias? Pois encare ler e escrever com a mesma obrigação.

7 – Sua ferramenta é a língua portuguesa: Não é preciso se tornar um especialista em sintaxe, mas o interesse pelas questões primordiais de nossa a leitura, o conhecimento de suas regras e a checagem contínua da ortografia são essenciais para quem quer se tornar um(a) escritor(a). Escreva sempre com um dicionário ao lado.

8 – Apresentação é importante: Se a sua sinopse já vem com muitos erros, dificilmente o editor passará o seu livro para a segunda etapa do processo de seleção. Aproveite os campos para a apresentação de sua obra e seu currículo para mostrar que você sabe escrever bem e está oferecendo um livro com boas possibilidades de sucesso. Não se autoelogie nem autoelogie seu livro. Deixe que seu texto fale por ambos.

9 – Seja criativo: Evite lugares-comuns, temas e personagens batidos. Copiar fórmulas que deram certo em outras obras não garante que seu livro também seja bem-sucedido. Procure ser criativo. Conteúdos e formas originais chamam mais a atenção. Use descrições para dar cor ao texto. Opte por diálogos fortes, incisivos. Mas não se esqueça de que o mais importante é ser compreendido e cativar seus leitores com sua história.

10 – Depois de pronto, releia: Grandes escritores podem mexer no texto dezenas de vezes. E a cada vez encontrarão uma forma mais simples e eficaz de dizer o que querem. Portanto, não deixe de reler, mais de uma vez, o que escreveu. Alguém já disse que “escrever é cortar palavras”. Portanto, corte sem piedade aquilo que não acrescenta nada ao texto nem à história. Uma dica: perceba como costumamos usar exageradamente a palavra “eu”. Esses ajustes posteriores dão trabalho, mas melhoram muito a obra. Também já disseram, com razão, que “nada que é escrito sem esforço é lido com prazer”.

11 – Persista.: E se você é jovem, persista ainda mais Não ter o livro selecionado para a publicação pela Editora Novo Conceito não deve ser motivo de desânimo. Fique certo de que, ao prosseguir escrevendo, você se tornará um(a) escritor(a) cada vez melhor. A vida tratará de lhe proporcionar experiências fundamentais para que possa entender melhor a alma humana, e suas histórias e textos refletirão isso. Assim, mesmo que seu livro não seja selecionado por nós, não desanime. Continue fazendo o que é necessário para se tornar bom um(a) escritor(a). Estaremos aqui, de braços abertos, para analisar a sua próxima obra.

Fonte: Listas Literárias e Revista Fantástica.


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